Vasco da Gama com rota imprecisa?

José Mourinho foi galardoado, na última segunda-feira, com o Prémio Vasco da Gama, que o distinguiu pela expansão das cores nacionais por todo o universo futebolístico. Mas será que a rota continua bem traçada? Aquilo que mais admirava no técnico português era a relação que conseguia criar com os seus jogadores. Há alguns anos, a lenda Maradona realçou o facto de nenhum jogador dizer mal de Mourinho, mesmo quando este pegava no barco e seguia por outra direção. E isso diz muito de um treinador. Que é, mais do que tudo, um condutor de homens. Relembro que Mourinho venceu uma Taça UEFA – agora Liga Europa –, com nove jogadores portugueses titulares. É obra. Muito trabalho e, ao mesmo tempo, muito talento. Principalmente na vertente humana. Que foi mudando de figura ao mesmo ritmo que ia alterando o seu local de residência. A passagem pela capital espanhola mudou José Mourinho enquanto profissional. A forma como tem transmitido a informação para os principais meios de comunicação carece de uma profunda reflexão. Como indivíduo inteligente que é, não pode achar que está tudo bem. O acompanhamento da evolução do futebol é essencial para, assim, este momento nada mais representar, senão o antecedente de um novo e mais forte erguer. “Gostava de aproveitar a presença do mister Fernando Santos para recordar dois de nós: um, que tal como nós, é campeão da Europa, o senhor Artur Jorge. E outro, que ganhou menos, mas que foi muito maior do que eu, o meu pai [Félix Mourinho]”, destacou o comandante lusitano no seu discurso da Gala Quinas de Ouro.

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