Veremos

As últimas eleições autárquicas produziram uma importante transformação na representatividade política do concelho, alterando de forma substancial a correlação de forças existente nos diferentes órgãos municipais.
De facto, o partido socialista (PS), sem margem para quaisquer dúvidas, assumiu essencial protagonismo na condução dos destinos do concelho, garantindo inequívocas maiorias em cada um daqueles órgãos, Executivo e Assembleia Municipal.
Ora, a nosso ver, nada de mais natural em tal desfecho, considerando o manifesto cansaço dos gondomarenses na redundante, opaca e desperdiçada gestão a que o município esteve votado, em especial nos últimos três mandatos. Conforme já expressamos antes foi um período de oportunidades perdidas, de atraso comparativo injustificado e de enormes equívocos nas prioridades definidas para o concelho.
Hoje as responsabilidades do PS são imensas. Porque tendo sido prodigo no passado recente em engendrar todo o tipo de criticas à maioria de então, criticando muitas vezes apenas porque sim, tem agora a incumbência, bem mais consequente e virtuosa, de definir uma estratégia concreta de reposição do concelho nos trilhos do desenvolvimento, descolando-o da apatia em que está mergulhado. Veremos se tem o necessário engenho e arte para o alcançar.
No que nos diz respeito e enquanto partido representado na AM, estaremos sempre disponíveis para interagir com a atual maioria colaborando com tudo o que nos motive em prol da mudança e da dignificação dos gondomarenses.
Temos claramente um projeto diferente. Contudo tal não nos impedirá de sermos pró-ativos na gestação de consensos o mais alargados possível, sempre em busca da solução que estruturalmente melhor salvaguarde o interesse público em jogo.
Competirá claramente ao PS potenciar a materialização de tal disponibilidade, flexibilizando posições e dialogando com todos, postura aliás que, em função da sua importância no contexto da relação de forças na AM, muito dignificaria a democracia em Gondomar.
O decurso do presente mandato dar-nos-á pois a devida resposta.

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