Violência gera violência!

São conhecidos vários tipos de violência, a física, a verbal, a psicológica, enfim, diferentes formas de a exercer. Recentemente ficamos alarmados perante mais três casos de violência juvenil, a somar a tantos outros que acontecem no dia a dia dos nossos jovens, mas os que aconteceram em Ponte de Sor e muito particularmente em Gondomar, que terminaram da forma mais trágica, tocaram-nos de um modo especial pelos ecos que tiveram na Comunicação Social e nas Redes Sociais, o que nos transporta para vários tipos de reflexão, quer sejam os motivos que conduzem a situações destas e que começam a ter uma frequência tal, que corremos o risco de se tornarem num convívio rotineiro, ou o que fazer para evitar situações similares e conclusões precipitadas, não bastando a lamentação e análises passageiras, é preciso ir mais além!

Há que parar, diagnosticar a sociedade em que vivemos e no que nos transformamos, pois tudo isto são reflexos de um caminho percorrido, alicerçado na mutação e detrimento do sentido e valores da essência da vida humana, que se vão perdendo duma forma avassaladora.

Sobre esta matéria, tenho dito, que a influência exercida pelos órgãos de comunicação social e pelas redes sociais é enorme, e vai sendo tempo de haver uma consciencialização coletiva do que se transmite e na maior parte das vezes da forma como se transmite, porque se, por um lado, atualmente temos meios através dos quais conseguimos saber ao minuto o que se passa no mundo inteiro, embora por inúmeras vezes com falta de rigor, também todos temos que ter a noção que nesse mesmo minuto poderemos estar a influenciar a alteração comportamental ou mesmo a formação da personalidade de alguém, e de um modo particular dos nossos adolescentes.

Outro exemplo em que este fenómeno é notório e evidente é na propagação dos incêndios, pois maioritariamente quem provoca a necessária ignição, tem algum desequilíbrio, algum comportamento obsessivo, que pode ser agravado por imagens e mensagens, cujo impacto pode levar a atitudes e reações para as quais é difícil encontrarmos explicação com alguma racionalidade, porque dúvidas não há que a violência é geradora de mais violência.

Relativamente aos incêndios, já muita coisa se disse e se escreveu, sobre culpas e culpados, sobre meios e consequências, agradecimentos, etc, pelo que não me vou alongar, mas tanto este tema como aquele com que iniciei este artigo, merecem muito mais atenção e intervenções concretas do que meras palavras, oportunismos e anúncios propagandísticos de última hora, porque se impõe e urge que tudo não fique na mesma!

Uma outra forma de violência, mas não menos frequente é a falta de liberdade de expressão, a que infelizmente voltamos a assistir, como em tempos não muito longínquos, em vários quadrantes da nossa sociedade e relativamente a diversos profissionais no exercício da sua atividade, mas este será um tema sobre o qual me pronunciarei com mais detalhe num futuro próximo.

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