Viver Gondomar

Sou gondomarense. Vivi aqui toda a minha infância. Joguei futebol e à apanhada na rua do Bairro Maria Flor. Saltei às cordas no recreio da escola de São Caetano. Fiz todo o meu percurso académico em Rio Tinto, até ingressar na faculdade, e toda a minha adolescência foi vivida em Gondomar. A faculdade, essa era no Porto, mas todos os dias regressava à terra que me criou, onde me esperava a minha família e os meus laços.

Fiz-me adulta. E em Gondomar criei a minha vida profissional, aqui vivo e deixo crescer as minhas filhas.

Por ser gondomarense, por saber que esta terra também me pertence, por conhecer muita da sua história, e por conviver todos os dias com o seu presente, aceitei o desafio de pertencer à bancada do PS de Gondomar nesta Assembleia Municipal. Foi por acreditar que podia fazer a diferença, por sentir que podia dar mais contributo à minha terra e às minhas gentes.

Foi pelas mesmas razões que apoiei o atual presidente da Câmara, e pelas quais reforço todos os dias a minha convicção de que é o melhor candidato que poderíamos ter.

Porque é gondomarense. Porque viveu toda a sua vida aqui, e aqui se enraizou também. Porque muito mais do que eu, luta desde a sua adolescência por um concelho melhor, mais evoluído, mais desenvolvido, mais modernizado, mais justo e mais perto das pessoas. Mais de metade da sua vida foi devotada à campanha ativa por Gondomar, terra que conhece de lés-a-lés, e com toda a certeza, como a palma das suas mãos.

Isto é o que Gondomar merece. Uma entrega total das suas gentes, de quem está cá sempre e sempre esteve.

E foi isto que o PSD e o CDS-PP de Gondomar abandonaram: a crença nas pessoas desta terra.

Não conheço o Dr. Rafael Amorim. Não duvido inclusive das suas capacidades profissionais, mas tenho que salientar que toda a sua vida ativa foi pela sua terra, Ovar, onde reside e onde tem as suas raízes. Ser chefe de gabinete em Gondomar durante três anos (agravado pelo facto de o ter sido no anterior executivo) não chega!

Esta decisão só pode ter duas leituras. A primeira, que estes dois partidos lutam para sobreviver num concelho que não os quer. Que ainda se lembra de quem ajudaram a eleger, e que durante 20 anos nos fez marcar passo. A segunda, que eles próprios, PSD e CDS-PP acreditam que Marco Martins é o futuro, e que mais vale perder as eleições e deixar que ele continue o seu bom trabalho.

Porque ter Gondomar no coração não chega! É preciso ser um deles, no meio deles. É preciso falar a uma só voz: a voz de quem conhece porque vive. É preciso ter Gondomar a correr nas veias.

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