O suposto milagre da multiplicação! “(Não) são rosas senhor, (não) são rosas…”

Na sequência do boletim municipal, pergunto-me como consegue, o presidente do executivo da Câmara Municipal de Gondomar (CMG), dizer que está preocupado com a situação da dívida da CMG, e prometer projetos com elevadíssimos valores financeiros. É o milagre da multiplicação. Pena não serem rosas, mas sim dívidas. Não é preocupação, é populismo.

Se por um lado sabemos que o Tribunal de Contas (TC) recusou o empréstimo para conseguirmos o pagamento parcial da dívida à EDP, o que deixou a saúde financeira da CMG bastante debilitada, por outro lado, existe um executivo que promete, promete e efetivamente gasta.

Relativamente à preocupação deste executivo com a dívida, e a situação débil em que a CMG se encontra, está demonstrada quando de um passivo de 170 milhões, reduz à dívida de 2016 para 2017 apenas quatro milhões de euros e, não obstante a má notícia do TC, continuam em festas e festinhas. Viagens, representações e passeios.

Entre aumentar o edifício da câmara municipal, entre a rede de parques urbanos prometida, os “water slides”, e as tais festas e festinhas, – ainda aguardamos que o executivo nos quantifique o gasto com a Noite Branca) – viagens e representações, ficam perdidas as ajudas à população que foram presenteadas com um custo acrescido de saneamento, fica perdida a consciência sobre a nossa rede de limpeza, sobre o Metro, sobre as nossas praias, dando especial relevância ao que se está a passar na praia de Melres, sobre o alto nível de desemprego… resumidamente, ficam perdidos os gondomarenses, as suas ânsias e a sua qualidade de vida.

Pois se por um lado, o executivo multiplica dinheiro para o “bonito de se ver”, divide muito mal quando se trata de atribuir os valores atribuídos aos nossos bombeiros, associações culturais, desportivas ou educacionais! Foi por demais notório que não houve uma  preocupação em recolher os elementos necessários para quantificar, elaborar e aprovar uma estimativa, realista, dos benefícios económicos que possam vir a ser auferidos por essa entidades e se as mesmas estão de acordo com os seus anseios. Nem se percebe como é que um programa de Apoio ao Movimento Associativo não foi devidamente articulado com quem está no terreno a dinamizar atividades e a população.

O grupo parlamentar PPD/PSD, sempre defendeu uma gestão cuidada do erário público e tem, sucessivamente, e nos mais diversos órgãos, alertado para a necessidade de gerir, de forma ponderada, o futuro da CMG e as expectativas que se criam aos gondomarenses.

Não concordamos nem com o modelo de gestão adotado, nem com a ação do atual executivo socialista, que desde 2013 tem vindo a adotar uma gestão populista, direcionada para a obtenção de votos e a empurrar as consequências para o amanhã.

Não queremos ser responsáveis por “presentear” uma geração futura o mesmo “presente” que o executivo PS nos deu com esta enorme dívida à EDP!

Tememos a obrigação de um saneamento financeiro, tememos um aumento global de impostos para o teto máximo e todo o impacto que disso resulta. Tememos o suposto milagre da multiplicação deste executivo!

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