Rentrée

Estamos no início de mais um ano político que se começa a fazer com as diferentes festas partidárias, onde cada partido se potencia através da perspetivação que faz daquele que será o seu percurso interventivo junto da comunidade nacional sempre em prol, de acordo com as respetivas convicções programáticas, do desenvolvimento, da modernidade e da consequente melhoria das condições de felicidade de todos.

Será, com toda a certeza, um ano particularmente difícil para todas as forças partidárias pois, muito do trabalho, do esforço de convencimento das inerentes ideias, desenvolvidos nos últimos três anos, constituirão necessariamente o grande suporte direcional, da ação essencial a cumprir no ano que ora se inicia. Haverá com certeza uma forte conglomeração das melhores iniciativas, das melhores opções, do melhor discurso tomados, para que, em conjunto, possam representar também as melhores propostas para a salvaguarda, isto é, para o bom cumprimento, das expectativas da comunidade.

Este novo ano político contemplará duas importantes eleições gerais, a saber: as eleições para o parlamento europeu e as eleições legislativas nacionais. Tratam-se de dois fundamentais atos eleitorais, com repercussões diretas e inequívocas na vida dos europeus e dos portugueses. A nível europeu, porque todos reconhecemos os inultrapassáveis e crescentes impactos das decisões europeias no nosso quotidiano. A nível nacional porque são estas as eleições que definem o enquadramento ideológico do rumo da nação, ou seja, um maior ou menor pendor da liberdade individual de cada um na construção do seu futuro.

Nós no CDS estamos cientes, aliás como tem sido nosso apanágio, da concernente importância relativa, apostando claramente no reforço da nossa representatividade em cada uma delas. Porque estamos convictos da bondade dos caminhosque defendemos e porque, consequentemente, acreditamos que representam a melhor defesa dos padrões de modernidade equilibrada e integrada que todos necessitamos.

Obviamente que temos a noção do largo caminho que o partido tem a percorrer, não nos colocando, por isso, em bicos de pés,perante o que ou quem seja, na abordagem que faremos destas eleições. Tal seria não só irresponsável mas indubitavelmente castrador da credibilidade que pugnamos por demonstrar que temos. Contudo, não temos igualmente dúvidas que, especialmente no que concerne ao processo nacional, urge sermos incisivos na apresentação das propostas que defendemos, intervindo com a convicção que nos move e demonstrando perante todos a justeza dos nossos propósitos.

Ser incisivo, ser verdadeiro, implica vocação e clarividência. Os detratores dirão ser arrogância, como já ouvimos recentemente. Apesar de assim ser, aos dislates o partido deve responder com serenidade e personalidade, seguindo a sua bitola de partido autêntico e ciente das responsabilidades que tem na construção de um Portugal moderno e desenvolvido.

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