XXVII Congresso

O vigésimo sétimo congresso do CDS ocorrido no início do presente mês de março, em Lamego, foi uma magnífica demonstração da vitalidade do partido que se apresentou, não só unido mas também com um invejável elan de crescimento e vitória, como há muito não se sentia nas hostes centristas.

O partido tem, de facto, sabido apresentar-se aos portugueses como uma fiável alternativa à direita do PS, intervindo politicamente com a objectividade, o timing e a credibilidade de uma oposição atenta, e que os diferentes analistas políticos têm reconhecido e aplaudido, colocando o partido num patamar interventivo liderante, bem à frente de um PSD manifestamente fragilizado e com enormes dificuldades em se encontrar, apesar da recente eleição de uma nova direção.

O dito congresso caracterizou-se por duas essenciais vertentes:

Por um lado, a definição de um ambicioso enquadramento do partido em função da concreta operacionalidade das restantes forças partidárias, assumindo sem tibiezas as suas responsabilidades históricas e percebendo que, sem que alguma vez se coloque em “bicos de pé”, chegou a altura de o partido começar a crescer sustentadamente e traduzir em representatividade a qualidade das opções políticas que oferece aos portugueses bem como a qualidade dos seus protagonistas. Neste contexto o CDS, que tem sido o único partido a fazer verdadeira oposição em Portugal, decidiu, bem cedo, apresentar-se sozinho às eleições legislativas do próximo ano, sujeitando-se com toda a disponibilidade e confiança, ao veredito popular.

Por outro lado, e não menos importante, resultou do congresso a consagração da líder Assunção Cristas, cuja liderança saiu inequivocamente reforçada. Depois das dúvidas de muitos (entre os quais me incluo), Assunção Cristas soube sabiamente “impor” o seu espaço na liderança do partido e mostrar-se capaz de convencer os militantes a definitivamente aderirem ao seu estilo seguro e determinado, fazendo-os concluir ser a pessoa certa no lugar certo. E, recorde-se, era hercúlea a sua tarefa, contando que substituía na presidência do partido o incontornável ícone da política portuguesa, o Sr. Dr. Paulo Portas.

Portanto, do XXVII congresso do CDS em Lamego, e conforme havíamos já defendido em anterior crónica, sobrou a certeza de que o partido se encontra preparado para enfrentar os difíceis desafios que se avizinham sendo, com toda a certeza, uma reforçada mais-valia, na esperança que todos os portugueses têm, de verem ampliados os índices potenciadores de uma substancial melhoria da sua qualidade de vida.

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