Rui Nóvoa espera um Bloco de Esquerda mais forte em Gondomar

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Rui Nóvoa junto da sua equipa em Baguim do Monte

O Vivacidade acompanhou Rui Nóvoa, juntamente com a sua comitiva, num dia de campanha dedicado, essencialmente, às populações de Baguim do Monte e de Valbom. O bloquista aponta à eleição de um vereador para o executivo da Câmara de Gondomar, um resultado que seria inédito para o partido.

No relógio passavam poucos minutos das 10 horas. O ponto de encontro com os “camaradas” do Bloco de Esquerda foi a Junta de Freguesia de Baguim do Monte, para mais um dia nas ruas a apresentar as propostas da candidatura à população. “A nossa campanha prima pela entrega dos programas eleitorais. Queremos demonstrar às pessoas as nossas propostas políticas, essa é a grande prioridade. Não entregamos brindes nem damos asas ao folclore. Isso deixamos para outros”, começou por dizer Rui Nóvoa, o candidato do Bloco à Câmara Municipal de Gondomar.

Com o megafone quase sempre nas mãos de Bruno Pacheco, candidato à Assembleia Municipal, realizou-se – a um ritmo lento e falador – todo o percurso que estava definido. Desde a Confeitaria Favo de Mel até ao Restaurante Cardeal, passando por vários cafés e estabelecimentos de comércio mas também por inúmeras habitações, tendo sempre a preocupação de “deixar os programas em todas as caixas de correio”. Não só do programa eleitoral à Câmara e à Assembleia Municipal, assim como às diferentes Juntas e Uniões de freguesias.

A pausa para almoço impunha-se e acabou por acontecer por volta das 13 horas. A Sede de Campanha do Bloco de Esquerda, junto à Câmara Municipal de Gondomar, definiu-se como o local de encontro para a tarde, de forma a organizar os cerca de 100 mil programas eleitorais e de colocar o foco em Valbom e nos bairros sociais. O primeiro a ser visitado foi o Bairro da Giesta, perto das 15 horas. A dinâmica mantinha-se: distribuir as propostas políticas por todos os moradores, com o equilíbrio a fazer-se notar. Num misto de profissionalismo e simpatia, a música era uma fiel companhia na campanha dos “camaradas”. Ora escolhia Sara Santos, candidata do Bloco à União das Freguesias de Gondomar (São Cosme), Valbom e Jovim, ora assumia Bruno Pacheco, primeiro candidato à Assembleia Municipal de Gondomar. “Os loucos estão certos, é preciso ouvi-los. Foram avisados, não nos querem mal”, cantavam os Diabo na Cruz enquanto a caravana bloquista percorria as urbanizações de Valbom.

O segundo bairro a receber a visita do Bloco foi a Urbanização do Monte. Com alguns jovens a jogar futebol, preocupados somente em balançar as redes adversárias, Rui Nóvoa e a sua comitiva iam distribuindo os programas eleitorais por todo o conjunto habitacional. “Não podemos voltar ao passado”, foi-se ouvindo nas ruas a premissa que indica uma séria preocupação com o futuro de Gondomar. Em seguida, aguardamos a saída dos funcionários da Sociedade Portuense das Drogas (SPD), “com o objetivo de lhes dar a conhecer as propostas para o concelho”. A opção por esta empresa foi firme e clara, dado que “aqui existe um número apreciável de trabalhadores, o que nos permite passar a palavra por mais gente”. Rui Nóvoa deu sempre prioridade ao contacto com as pessoas e à apresentação das propostas para o concelho. Porque o candidato, cujo lema é “Mais força para Gondomar”, pretende estar sempre presente para lutar pelos interesses dos gondomarenses.

Defender a floresta e batalhar perante as alterações climáticas

“As alterações climáticas preocupam-nos. É um problema geral, em que devemos atuar localmente. É nos municípios que se vai ganhar ou perder a batalha contra as alterações climáticas. Propomos, desta forma, que Gondomar subscreva o pacto de autarcas e se junte às mais de 7.500 cidades europeias, que já se comprometeram com a redução da emissão de poluentes”, concluiu o candidato.

Catarina Martins de volta a Gondomar

“É um enorme prazer estar aqui. Porque não estive só nas campanhas. Não foi só no momento da campanha que o Bloco de Esquerda esteve nas ruas e com as pessoas de Gondomar. Aqui estive com o Rui, o Bruno e tantos outos camaradas que aqui se juntam pela marcha com o Rio Tinto ou em São Pedro da Cova devido aos resíduos. Aqui tenho estado com gente que tem sempre trabalhado por aqueles que mais precisam”, começou por dizer Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, no discurso proferido no comício bloquista a 19 de setembro, na Praça Manuel Guedes.

A autarca deixou ainda um desafio no ar, desafio esse que se estende a todo o país. “Queria falar-vos de uma proposta em particular, para a qual vamos precisar de muito esforço. É um desafio. Precisamos mesmo de olhar para a habitação de uma forma muto séria em Portugal. Ainda hoje estivemos com várias pessoas que estão a ser despejadas das suas casas, graças às medidas de Assunção Cristas, por senhorios com uma ganância imensa. Pessoas que para pagar rendas durante anos foram sempre servindo, mas que agora – porque surgiu uma forma de aumentar os lucros com a imobiliária – já não servem”, realçou Catarina Martins.

“Eu sei que o Bloco de Esquerda vai ser determinante no próximo executivo autárquico em Gondomar”, disse a líder do partido, depositando uma enorme confiança em Rui Nóvoa e na sua equipa. Catarina Martins lembrou ainda a voz que mais se fez ouvir no concelho durante os últimos anos, “aquilo que estamos aqui a fazer é pedir a todos e a todas que pensem bem no trabalho que o Bloco tem feito em Gondomar. Se o Rui Nóvoa foi a voz da oposição que mais se fez ouvir quando foi preciso, o que não faremos com o Rui na Câmara Municipal? E, por isso, eu tenho a certeza de que no dia 1 de outubro, quando cada um de nós estiver na cabine de voto, com a sua razão e o seu coração, saberá quem é a voz da diferença”, afirmou a autarca.

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